Algumas pessoas encaram um erro como prova de que não são boas o suficiente. Outras encaram o mesmo erro como um dado: precisam tentar diferente. Essa diferença de perspectiva — aparentemente pequena — separa quem estagna de quem evolui. É exatamente isso que a mentalidade de crescimento explica, e por que ela se tornou um dos conceitos mais estudados e aplicados em desenvolvimento humano nas últimas décadas.
Pesquisas conduzidas na Universidade de Stanford mostram que a forma como as pessoas acreditam que suas habilidades funcionam afeta diretamente seu desempenho, sua resiliência e sua disposição para enfrentar desafios. No Brasil, estudos aplicados em contextos educacionais e corporativos têm reforçado o mesmo padrão: equipes e indivíduos que adotam uma perspectiva de aprendizado contínuo entregam resultados consistentemente superiores ao longo do tempo.
Na prática, acompanhamos pessoas que chegam a processos de desenvolvimento pessoal convictas de que “jeito não tem” — seja para aprender algo novo, liderar melhor ou mudar um comportamento enraizado. Em muitos casos, o que muda não é a capacidade em si, mas a crença sobre essa capacidade. Quando essa crença muda, o comportamento muda junto. E quando o comportamento muda de forma sustentada, os resultados aparecem.
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Neste artigo, você vai entender o que é mentalidade de crescimento de forma aprofundada, como ela se diferencia da mentalidade fixa, quais são os sinais práticos de cada uma delas, como desenvolver essa perspectiva no dia a dia, e por que isso importa não só para o desempenho individual, mas para o ambiente ao redor — em casa, no trabalho e nas relações.
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A Origem do Conceito: Carol Dweck e Décadas de Pesquisa
O termo “mentalidade de crescimento” foi cunhado pela psicóloga Carol Dweck, professora de psicologia em Stanford, após décadas de estudos sobre motivação, aprendizado e desempenho. Sua obra mais conhecida, publicada no início dos anos 2000, sintetizou pesquisas realizadas com crianças, estudantes e profissionais de diversas áreas.
O ponto de partida de Dweck foi uma pergunta aparentemente simples: por que algumas crianças desistem diante de um problema difícil enquanto outras se engajam mais? A resposta que ela encontrou não estava nas diferenças de QI nem em habilidades inatas, mas nas crenças sobre o que é possível aprender.
As Duas Mentalidades Identificadas pela Pesquisa
Dweck identificou dois padrões principais de crença:
– Mentalidade fixa (fixed mindset): A convicção de que as habilidades, a inteligência e os talentos são traços estáticos. Ou você tem, ou não tem. Erros são vistos como evidência de limitação permanente.
– Mentalidade de crescimento (growth mindset): A crença de que habilidades podem ser desenvolvidas com esforço, estratégias adequadas e aprendizado com os erros. O desempenho atual é um ponto de partida, não um destino fixo.
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Esses dois padrões não são categorias rígidas — a maioria das pessoas transita entre eles dependendo do contexto. Alguém pode ter mentalidade de crescimento em relação ao trabalho e mentalidade fixa em relação a habilidades sociais, por exemplo.
Por Que Isso Importa Além da Autoajuda
É fácil reduzir esse conceito a um conselho motivacional vago. Mas os dados são mais concretos do que isso. Estudos longitudinais acompanharam estudantes ao longo de anos e observaram que aqueles ensinados a ver o esforço como caminho de desenvolvimento — e não como sinal de falta de talento — apresentaram melhora consistente em desempenho acadêmico, mesmo quando as condições externas eram adversas.
No ambiente corporativo brasileiro, organizações que intencionalmente cultivam essa perspectiva em suas lideranças relatam menor rotatividade, maior engajamento e mais inovação nos processos. A mentalidade de crescimento não é um conceito abstrato: ela tem efeitos mensuráveis.

Mentalidade Fixa vs. Mentalidade de Crescimento: Diferenças na Prática
Entender a diferença entre as duas mentalidades no papel é relativamente simples. O desafio está em reconhecê-las em tempo real — nos próprios pensamentos e reações.
Como Cada Mentalidade Reage às Situações Cotidianas
| Situação | Mentalidade Fixa | Mentalidade de Crescimento |
|---|---|---|
| Receber um feedback crítico | “Estão dizendo que sou incompetente” | “O que posso aprender com isso?” |
| Errar em uma tarefa importante | “Não sou bom nisso” | “O que eu faria diferente?” |
| Ver alguém se destacar | “Eles têm um dom que eu não tenho” | “O que posso aprender observando essa pessoa?” |
| Enfrentar uma tarefa difícil | Evitar ou desistir rapidamente | Persistir e buscar estratégias diferentes |
| Receber elogios | Precisa confirmar que é capaz | Agradece e foca no processo |
Essa tabela não é um julgamento moral — não existe “pessoa fixa” e “pessoa de crescimento”. Existe um padrão de resposta que pode ser identificado e, quando identificado, trabalhado.
Os Sinais Sutis da Mentalidade Fixa
Alguns comportamentos são sinais claros de mentalidade fixa em ação, e muitas vezes passam despercebidos:
– Evitar desafios por medo de parecer incompetente. A pessoa recusa projetos novos não porque não tem interesse, mas porque teme falhar publicamente.
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– Desistir quando o esforço parece muito grande. A lógica implícita é: “se preciso me esforçar tanto, é porque não tenho jeito.”
– Ignorar feedbacks construtivos. Quando uma crítica é interpretada como ataque à identidade, a resposta defensiva impede o aprendizado.
– Sentir ameaça com o sucesso alheio. O sucesso de outros é lido como evidência da própria inferioridade, em vez de inspiração.
Atenção: Reconhecer esses padrões em si mesmo não é motivo de autocrítica — é o primeiro passo para mudar. A mentalidade fixa não é um defeito de caráter; é um conjunto de crenças aprendidas que podem ser revistas.

Como a Mentalidade de Crescimento Funciona no Cérebro
Entender o mecanismo por trás dessa mentalidade ajuda a levá-la mais a sério — e a aplicá-la com mais consistência. A neurociência tem contribuído com evidências relevantes nos últimos 20 anos.
Neuroplasticidade: O Fundamento Biológico
O cérebro humano tem a capacidade de formar novas conexões neurais ao longo de toda a vida — não apenas na infância. Esse fenômeno, chamado de neuroplasticidade, é o substrato biológico da mentalidade de crescimento. Aprender algo novo, praticar uma habilidade, revisar um erro: tudo isso, literalmente, muda a estrutura do cérebro.
Quando alguém acredita que pode melhorar e age com base nessa crença, está criando condições para que conexões neurais se fortaleçam. Quando alguém acredita que não pode mudar e evita o desafio, priva o cérebro dessas oportunidades.
O Papel do Erro no Aprendizado
Pesquisas em neurociência educacional mostram que o cérebro processa o erro de forma diferente dependendo da atitude da pessoa diante dele. Em pessoas com mentalidade de crescimento, a identificação de um erro ativa regiões associadas à atenção e ao aprendizado. Em pessoas com mentalidade fixa, o erro tende a ativar respostas de evitação.
Traduzindo para o dia a dia: errar não é o problema. O problema é o que fazemos com o erro. Ignorá-lo ou fugir dele desperdiça uma das experiências de aprendizado mais eficazes que existem.
Dica Prática: Após um erro significativo, reserve 10 minutos para responder por escrito: “O que aconteceu? O que eu poderia ter feito diferente? O que vou fazer diferente na próxima vez?” Esse hábito simples ativa o processamento construtivo do erro e encurta o ciclo de aprendizado.
Mentalidade de Crescimento no Ambiente de Trabalho
O contexto profissional é onde essa mentalidade mais frequentemente é testada — e onde seus efeitos são mais visíveis. Pressão por resultados, hierarquias, feedbacks, mudanças de rota: tudo isso funciona como espelho.
O Que Pesquisas em Empresas Brasileiras Revelam
Estudos aplicados em organizações brasileiras, incluindo pesquisas conduzidas por escolas de negócios como FGV e Insper, indicam que culturas corporativas que recompensam apenas o resultado final — sem valorizar o processo, a tentativa e o aprendizado — tendem a inibir a inovação. Quando o erro é punido sem distinção, as pessoas param de arriscar. E quando param de arriscar, param de crescer.
Por outro lado, equipes onde o aprendizado é explicitamente valorizado — onde o líder diz “o que aprendemos com isso?” antes de perguntar “quem errou?” — tendem a apresentar ciclos de melhoria mais rápidos.
Como Lideranças Afetam a Mentalidade da Equipe
A mentalidade do líder contamina o ambiente — para o bem ou para o mal. Um gestor com mentalidade fixa tende a:
– Controlar excessivamente, porque não confia no desenvolvimento das pessoas
– Evitar dar feedbacks difíceis, por temer conflito
– Recompensar apenas os resultados, ignorando o esforço e o aprendizado
– Sentir ameaça com liderados que se destacam
Um gestor com mentalidade de crescimento tende a:
– Delegar progressivamente, porque acredita no potencial da equipe
– Dar feedbacks diretos e construtivos com frequência
– Celebrar o processo, não apenas o resultado
– Enxergar o crescimento dos liderados como conquista própria
Aplicando na Prática: Três Mudanças Imediatas
1. Substitua “não consigo” por “ainda não consigo”. Esse pequeno acréscimo — “ainda” — muda o enquadramento de limitação permanente para processo em andamento. Parece simples, mas tem efeito real na forma como o cérebro processa a situação.
2. Pergunte “o que posso aprender aqui?” antes de “por que isso aconteceu comigo?” A segunda pergunta leva a vitimização; a primeira leva à ação.
3. Busque feedback ativamente, antes de ser avaliado. Quem pede feedback com frequência desenvolve tolerância ao desconforto da avaliação e aprende mais rápido do que quem evita esse tipo de conversa.

Como Desenvolver Mentalidade de Crescimento: Um Processo Real
Cultivar essa mentalidade não é uma decisão pontual — é um processo contínuo que envolve identificar padrões, experimentar novas respostas e tolerar o desconforto do aprendizado. A seguir, o que funciona na prática.
Passo 1: Identificar Seus Gatilhos de Mentalidade Fixa
Todo mundo tem áreas onde a mentalidade fixa aparece com mais força. Para alguns, é em relações interpessoais. Para outros, em habilidades técnicas específicas. Para outros ainda, em situações de avaliação pública.
O primeiro passo é mapear esses gatilhos. Pergunte-se: em quais situações eu costumo pensar “não sou bom nisso” ou “não tenho jeito para isso”? Essas são as áreas onde a mentalidade fixa está mais ativa — e onde há mais espaço para crescimento.
Passo 2: Ouvir a Voz Interna sem Obedecer Automaticamente
A mentalidade fixa frequentemente se manifesta como uma voz interna rápida e convincente: “você não vai conseguir”, “vai te expor”, “não vale o risco”. Não é possível silenciar essa voz, mas é possível não obedecer automaticamente a ela.
Quando essa voz aparecer, uma técnica útil é nomeá-la externamente — mentalmente ou em um diário — e então perguntar: “Se eu tivesse mentalidade de crescimento aqui, o que eu faria?” Essa pergunta cria distância entre o impulso automático e a resposta escolhida.
Passo 3: Redefinir o Que Conta Como Sucesso
Grande parte da mentalidade fixa é alimentada por uma definição muito estreita de sucesso: ou deu certo completamente, ou falhou. Ampliar essa definição — incluir o aprendizado, o esforço, a tentativa — muda a forma como os resultados são avaliados.
Na prática, isso significa celebrar progressos parciais, reconhecer o que foi feito bem antes de listar o que faltou, e valorizar o processo mesmo quando o resultado não chegou ainda.
Melhor Prática: Mantenha um “diário de progresso” semanal com no mínimo três registros: o que tentei desta semana, o que aprendi com os erros, e o que quero tentar diferente. Pessoas que mantêm esse hábito por pelo menos 8 semanas relatam mudança perceptível na forma como encaram desafios.
Passo 4: Buscar Desafio Deliberadamente
A mentalidade de crescimento se fortalece na prática, não na teoria. Isso significa intencionalmente colocar-se em situações onde o fracasso é possível — não por masoquismo, mas porque é nessas situações que o aprendizado mais profundo acontece.
Isso pode ser aprender uma habilidade nova fora da zona de conforto, aceitar um projeto que parece grande demais, ou ter uma conversa difícil que estava sendo evitada. O desconforto é o sinal de que o aprendizado está acontecendo.
Mentalidade de Crescimento na Educação: O Que Funciona com Crianças
Para quem é pai, mãe ou educador, entender como cultivar essa mentalidade em crianças é uma das aplicações mais impactantes do conceito. E há um ponto crítico aqui que vai contra o senso comum.
O Problema com Elogiar a Inteligência
Estudos de Dweck e colaboradores mostram que elogiar crianças por serem “inteligentes” ou “talentosas” — ao invés de elogiar o esforço e as estratégias — tende a desenvolver mentalidade fixa. A criança que aprende que é inteligente começa a evitar desafios para proteger essa identidade.
Por outro lado, crianças elogiadas pelo esforço (“você trabalhou muito nisso”, “você não desistiu quando ficou difícil”) tendem a buscar desafios maiores, porque o esforço — e não o resultado — é o que define seu valor.
O Que Dizer na Prática
Em vez de: “Você é muito inteligente!” Diga: “Você se esforçou bastante para resolver isso.”
Em vez de: “Você tem um dom natural para isso.” Diga: “Você praticou muito e está melhorando claramente.”
Em vez de: “Tudo bem, nem todo mundo é bom em matemática.” Diga: “Matemática está sendo difícil agora. O que podemos tentar diferente?”
Essas trocas parecem pequenas, mas o efeito acumulado ao longo de meses e anos é significativo. A mensagem que a criança internaliza muda completamente.

Armadilhas Comuns: O Que Não É Mentalidade de Crescimento
Com a popularização do conceito, surgiram interpretações equivocadas que merecem atenção. A própria Carol Dweck alertou publicamente sobre distorções que esvaziam o conceito.
“Positivity Toxic” Disfarçada de Mentalidade de Crescimento
Repetir afirmações positivas sem conexão com ação concreta não é mentalidade de crescimento. Dizer “eu consigo, eu consigo” enquanto evita o desafio de fato é autoengano, não desenvolvimento.
A mentalidade de crescimento não ignora limitações reais — ela as reconhece como ponto de partida, não como destino final. Há uma diferença importante entre “posso melhorar nisso” e “não existem limites para o que posso alcançar.”
Usar o Esforço Como Desculpa
Outro desvio comum é usar o conceito de esforço para justificar estratégias ineficazes. Se você tenta a mesma abordagem repetidamente sem resultado, esforçar-se mais na mesma direção não vai resolver. A mentalidade de crescimento inclui a disposição de mudar de estratégia — não apenas de persistir cegamente.
Aplicar o Conceito de Forma Superficial em Organizações
Empresas que adotam “growth mindset” como slogan sem mudar práticas concretas — como sistemas de avaliação que punem erros, culturas que recompensam apenas resultado final, ou lideranças que não modelam a mentalidade que pregam — obtêm efeito contrário. As pessoas percebem a contradição e se tornam mais céticas em relação ao discurso da liderança.
Atenção: Mentalidade de crescimento não é otimismo ingênuo nem positividade tóxica. É uma perspectiva realista que reconhece limitações, erros e dificuldades — e as usa como dados de aprendizado, não como evidências de fracasso permanente.
Conclusão
A mentalidade de crescimento não é uma fórmula mágica nem uma promessa de que esforço garante qualquer resultado. É, antes de tudo, uma forma mais honesta e mais eficaz de se relacionar com o aprendizado, os erros e o próprio potencial.
Os pontos centrais que ficam deste artigo: a diferença entre mentalidade fixa e de crescimento está nas crenças sobre o que é possível aprender, não nas habilidades em si. O elogio ao esforço e ao processo — e não ao talento inato — é o que cultiva essa perspectiva em crianças. No trabalho, lideranças que modelam essa mentalidade criam culturas mais inovadoras e resilientes. E desenvolver essa perspectiva é um processo contínuo de identificar padrões, escolher respostas diferentes e tolerar o desconforto do crescimento real.
Se você identificou áreas da sua vida onde a mentalidade fixa está mais presente, esse é um ponto de partida concreto — não um diagnóstico definitivo. A próxima vez que um desafio aparecer, experimente substituir “não consigo” por “ainda não consigo” e observe o que muda na sua disposição para tentar.
Compartilhe nos comentários: em qual área da sua vida você percebe a mentalidade fixa com mais força? E o que já tentou para mudar isso?
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Perguntas frequentes sobre Mentalidade de Crescimento
Quanto tempo leva para desenvolver uma mentalidade de crescimento?
Não existe um prazo fixo, porque o processo é contínuo — não há um momento em que você “chegou” à mentalidade de crescimento de forma permanente. Na prática, pessoas que aplicam as estratégias de forma consistente — como o diário de progresso, a busca ativa de feedback e a redefinição do que conta como sucesso — relatam mudanças perceptíveis em comportamento e autoavaliação entre 8 e 12 semanas. O mais importante é entender que recaídas para padrões de mentalidade fixa são normais e fazem parte do processo.
Mentalidade de crescimento é a mesma coisa que pensamento positivo?
Não. Pensamento positivo, especialmente em sua versão superficial, tende a ignorar dificuldades reais. Mentalidade de crescimento as reconhece — mas muda o que é feito com elas. É uma perspectiva realista, não otimista a qualquer custo. A diferença prática: pensamento positivo diz “vai dar certo”; mentalidade de crescimento diz “pode não dar certo desta forma, mas posso aprender e tentar diferente.”
É possível ter mentalidade de crescimento em algumas áreas e fixa em outras?
Sim, e isso é o mais comum. A maioria das pessoas tem um perfil misto, onde a mentalidade de crescimento aparece com mais facilidade em contextos onde se sentem mais seguras e a mentalidade fixa surge em áreas de maior vulnerabilidade — como habilidades sociais, criatividade, ou qualquer domínio associado a julgamento externo intenso. Identificar essas variações é o primeiro passo para trabalhar nelas.
Como aplicar isso com filhos adolescentes que resistem a qualquer conselho?
Com adolescentes, o modelo é mais eficaz do que o conselho direto. Em vez de explicar o conceito, demonstre: fale abertamente sobre seus próprios erros e o que aprendeu com eles, mostre curiosidade diante de desafios, e evite elogiar resultados sem reconhecer o processo. Adolescentes são muito sensíveis à autenticidade — percebem rapidamente quando há contradição entre o que os adultos pregam e como se comportam.
Existe diferença entre esforço e estratégia na mentalidade de crescimento?
Essa é uma distinção importante que muitas vezes passa despercebida. O esforço é necessário, mas não suficiente. Repetir a mesma abordagem com mais intensidade quando ela não está funcionando não é mentalidade de crescimento — é teimosia. A mentalidade de crescimento inclui a disposição de questionar a estratégia, buscar feedback, experimentar abordagens diferentes e ajustar o curso. Esforço + reflexão + adaptação é a fórmula mais completa.
Como uma empresa pode cultivar mentalidade de crescimento na equipe sem parecer forçado?
O caminho mais eficaz começa pela liderança: líderes que compartilham publicamente seus próprios erros e aprendizados, que perguntam “o que aprendemos?” antes de “quem errou?”, e que recompensam explicitamente a tentativa e o aprendizado — não apenas o resultado. Treinamentos isolados sem mudança nas práticas e na cultura têm efeito limitado. A mentalidade de crescimento se instala quando o ambiente torna seguro errar e aprender.
Mentalidade de crescimento funciona para qualquer tipo de habilidade ou tem limites?
Funciona para qualquer habilidade que seja desenvolvível com prática e aprendizado — o que inclui a grande maioria das competências profissionais, relacionais e pessoais. Existem, sim, diferenças individuais em aptidão que influenciam a velocidade e o teto do desenvolvimento em certas áreas. A mentalidade de crescimento não elimina essas diferenças, mas maximiza o potencial dentro delas. O problema não é a crença de que todos podem ser excelentes em tudo; é a crença de que ninguém pode melhorar no que ainda não domina.

Olá, sou Mirela Sousa, administradora de empresas e apaixonada por desenvolvimento pessoal. Como criadora do Renda em Alta, acredito que a mentalidade certa ajuda a ter sucesso na vida, inclusive em empreendedorismo, carreira e finanças. Crescer na vida e ter Renda em Alta não depende apenas de sorte, mas sim de planejamento, conhecimento de qualidade, atitudes estratégicas, e, acima de tudo, de ter uma mentalidade de crescimento.



