como se sair bem em entrevista de emprego

Como se sair bem em entrevista de emprego? Confira este guia completo!

Blog Carreira Mentalidade

Atualizado em 21/04/2026 às 15:17

A entrevista de emprego é um dos momentos mais decisivos da vida profissional — e também um dos mais mal preparados. A maioria das pessoas estuda o currículo, ensaia algumas respostas genéricas e reza para que tudo dê certo. O resultado? Nervosismo, respostas vazias e a sensação amarga de que podia ter ido melhor. Saber como se sair bem em uma entrevista de emprego vai muito além de aparecer bem vestido no horário certo.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil encerrou 2024 com mais de 7,9 milhões de desempregados na força de trabalho. Em paralelo, pesquisas do setor de recrutamento indicam que mais de 60% dos candidatos aprovados para entrevistas não chegam à segunda fase — não por falta de qualificação técnica, mas por falhas na comunicação e preparo estratégico. Ou seja: o problema raramente está no que você sabe fazer, mas em como você apresenta o que sabe.

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Na prática, acompanhando trajetórias de profissionais em transição de carreira, percebemos um padrão recorrente: quem se prepara com método e mentalidade certa muda completamente a qualidade das suas entrevistas — e, consequentemente, dos seus resultados. Não estamos falando de decorar respostas prontas ou fingir algo que não se é. Estamos falando de apresentar sua melhor versão real de forma estratégica.

Neste guia, você vai aprender como se sair bem em entrevista de emprego, se preparando antes, durante e depois, com técnicas comprovadas, exemplos práticos e orientações específicas para o mercado brasileiro em 2026. Do primeiro contato com o recrutador até a negociação de salário, cada etapa será destrinchada com o que realmente funciona.

Se você está começando sua carreira profissional, este artigo pode ser muito útil: Carreira profissional: guia prático em 5 passos para começar bem!

Sumário

A Mentalidade Certa: Antes de Qualquer Técnica

Existe um erro que contamina toda a preparação de candidatos: encarar a entrevista como um interrogatório, onde o recrutador é o juiz e você é o réu. Essa perspectiva gera ansiedade paralisante e respostas defensivas. A mudança começa muito antes de entrar na sala.

A entrevista é, na verdade, uma conversa entre duas partes verificando se há compatibilidade mútua. Você também está avaliando se aquela empresa, aquela cultura e aquele gestor fazem sentido para sua trajetória. Quando você internaliza isso, sua postura muda — de suplicante para parceiro potencial.

Como Desenvolver Confiança Real (Não Forçada)

Confiança genuína não vem de afirmações no espelho. Ela vem de preparo. Em nossa experiência acompanhando profissionais em processos seletivos, os candidatos mais seguros não são necessariamente os mais experientes — são os mais preparados para aquela entrevista específica.

Três práticas que constroem confiança de verdade:

  • Mapeie suas vitórias concretas: Antes de qualquer entrevista, liste de 5 a 8 resultados que você entregou em experiências anteriores. Números, prazos, impactos. “Reduzi o tempo de atendimento em 30% em 3 meses” é infinitamente mais poderoso do que “tenho experiência em atendimento ao cliente”.
  • Pesquise a fundo a empresa: Conheça o produto, os desafios do setor, as notícias recentes. Quando você sabe mais sobre a empresa do que o próprio recrutador espera, a dinâmica muda completamente.
  • Ensaie em voz alta, não só mentalmente: Verbalizar respostas ativa mecanismos diferentes do que apenas pensar nelas. Grave-se respondendo às perguntas mais prováveis e ouça depois — o desconforto inicial gera crescimento acelerado.

Dica Prática: Prepare uma “biblioteca de histórias profissionais” com 6 a 10 situações marcantes da sua carreira. Cada história deve ter: contexto, desafio enfrentado, ação que você tomou e resultado obtido. Com esse banco de histórias pronto, você consegue adaptar qualquer resposta a qualquer pergunta comportamental sem travar.

O Efeito da Mentalidade de Crescimento nas Entrevistas

Carol Dweck, pesquisadora de Stanford, identificou que pessoas com mentalidade de crescimento encaram desafios como oportunidades de aprendizado — não como ameaças à sua identidade. Esse princípio se aplica diretamente às entrevistas.

Candidatos com mentalidade fixa tendem a esconder vulnerabilidades, evitar perguntas difíceis e exagerar competências. Candidatos com mentalidade de crescimento falam abertamente sobre erros cometidos, o que aprenderam com eles e como evoluíram. Recrutadores experientes identificam essa diferença em minutos — e valorizam muito mais a segunda postura.

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Pesquisa Estratégica: O Trabalho Que Ninguém Vê

Uma das maiores diferenças entre candidatos medianos e candidatos que encantam recrutadores está no quanto pesquisaram antes da conversa. Essa fase leva entre 2 e 4 horas e vale mais do que qualquer livro de dicas de entrevista.

O Que Pesquisar e Como Usar as Informações

Sobre a empresa:

  • Missão, visão e valores declarados (e se há coerência com as práticas reais)
  • Notícias dos últimos 6 meses (expansões, mudanças de liderança, lançamentos)
  • Avaliações no Glassdoor e LinkedIn de funcionários atuais e ex-funcionários
  • Clientes, concorrentes e posicionamento de mercado
  • Resultados financeiros, se for empresa de capital aberto

Sobre o cargo:

  • Responsabilidades listadas na vaga — quais parecem prioritárias?
  • Qual problema essa posição provavelmente resolve para a empresa?
  • Quais competências são técnicas e quais são comportamentais?
  • Qual seria o impacto esperado nos primeiros 90 dias?

Sobre o entrevistador (quando possível):

  • Trajetória profissional no LinkedIn
  • Publicações, artigos ou entrevistas
  • Interesses e causas que demonstra apoiar

Atenção: Pesquisar o entrevistador não é invasão de privacidade — é inteligência relacional. O objetivo não é bajular, mas encontrar pontos genuínos de conexão que tornem a conversa mais natural e memorável.

Como Transformar Pesquisa em Conversa

Pesquisa mal utilizada vira monólogo. A chave é transformar o que você descobriu em perguntas inteligentes e conexões naturais durante a entrevista. Por exemplo: se você leu que a empresa acaba de expandir para um novo mercado, pode perguntar como essa expansão afeta as prioridades do time no qual você entraria. Isso demonstra interesse real, não enrolação.

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Como Responder às Perguntas Mais Difíceis

erros fatais da entrevista de emprego

Existem perguntas que parecem simples, mas carregam armadilhas que candidatos despreparados caem o tempo todo. Aqui estão as mais comuns no mercado brasileiro — e como respondê-las com estratégia.

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“Fale sobre você”

Essa é provavelmente a pergunta mais subaproveitada de qualquer entrevista. A maioria dos candidatos começa do nascimento e recita o currículo cronologicamente. O recrutador já leu o currículo.

A resposta ideal tem três partes em menos de 2 minutos:

  1. De onde você vem — 2 a 3 frases sobre sua trajetória relevante para aquela vaga, não toda a sua vida
  2. O que você entregou — 1 ou 2 resultados concretos que demonstram sua capacidade
  3. Por que você está aqui agora — o que te motivou a buscar essa oportunidade específica

Exemplo de estrutura: “Tenho X anos de experiência em [área], com foco em [especialidade relevante para a vaga]. No meu último projeto, [resultado concreto]. Busco essa oportunidade porque [razão genuína ligada ao que a empresa faz ou ao desafio do cargo].”

“Qual é seu maior defeito?”

Essa pergunta testa autoconsciência e honestidade, não autocomiseração. Erros clássicos: fingir que o defeito é uma virtude disfarçada (“sou muito perfeccionista”) ou listar uma fraqueza que compromete o cargo diretamente.

A abordagem certa: escolher uma limitação real que você está ativamente trabalhando para superar, com evidência desse progresso. “Percebi que tenho dificuldade em delegar tarefas técnicas, porque confio muito no meu próprio método. Nos últimos seis meses, trabalhei conscientemente em criar processos documentados que permitem que outras pessoas executem com a mesma qualidade. Já transferi dois processos que antes só eu fazia.”

Isso demonstra autoconsciência, responsabilidade e capacidade de crescimento — três qualidades altamente valorizadas em qualquer empresa.

“Por que você saiu (ou quer sair) do seu emprego atual?”

Atenção: Nunca fale mal do seu ex-empregador ou gestor, por mais que a situação tenha sido péssima. Independentemente de quem teve razão, falar mal passa a imagem de que você pode fazer o mesmo com a próxima empresa.

Foque sempre no que você está buscando, não no que está fugindo. “Chegou um ponto em que senti que tinha entregado o máximo que aquele contexto permitia, e quero um ambiente onde possa continuar crescendo e assumindo desafios maiores” é infinitamente mais poderoso do que “meu chefe era um problema”.

Perguntas Comportamentais: A Técnica STAR

A maioria das entrevistas modernas inclui perguntas situacionais como “Me dê um exemplo de quando você resolveu um conflito com um colega” ou “Como você lidou com um projeto que ficou fora do prazo?” Para essas perguntas, a técnica STAR (Situação, Tarefa, Ação, Resultado) é a estrutura mais eficaz.

ElementoDescriçãoProporção na resposta
SituaçãoContexto do ocorrido10-15%
TarefaQual era o seu papel ou desafio15-20%
AçãoO que você especificamente fez50-60%
ResultadoO que aconteceu depois15-20%

A armadilha mais comum é passar muito tempo no contexto e pouco tempo na ação. O recrutador quer entender o que você fez — não o cenário em que isso aconteceu. Quanto mais específica e detalhada for a ação, mais convincente e memorável fica a resposta.

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Comunicação Não Verbal: O Que Seu Corpo Está Dizendo

Pesquisas em comunicação indicam que uma parcela significativa da impressão que causamos em uma conversa vem de elementos não verbais — postura, tom de voz, expressões faciais e gesticulação. Em entrevistas, esses elementos ganham ainda mais peso porque o avaliador está observando você ativamente.

Postura e Presença

Sentar-se com a coluna ereta, mas sem rigidez, transmite confiança e atenção. Evite cruzar os braços (postura defensiva), ficar inclinado demais para frente (pode parecer ansioso) ou recuar demais na cadeira (passa desinteresse).

Contato visual direto e natural, sem fixação excessiva, demonstra segurança e presença. Na prática, olhe para o entrevistador ao falar — especialmente nos momentos em que faz uma afirmação importante ou apresenta um resultado. É exatamente nesses instantes que a congruência entre o que você diz e como você diz faz a diferença.

Tom de Voz e Ritmo

Falar rápido demais é um dos sinais mais claros de nervosismo. Reduza o ritmo intencionalmente — especialmente no início da entrevista, quando a adrenalina está alta. Pausas curtas entre ideias não soam como hesitação; soam como reflexão.

Variar o tom é igualmente importante. Um discurso monotônico cansa o interlocutor em minutos, independentemente do conteúdo. Aumente levemente o volume e a energia ao apresentar resultados ou competências-chave — é o equivalente vocal do negrito em um texto.

Entrevistas Online: Cuidados Específicos

Com a popularização dos processos seletivos remotos, novas variáveis entram em jogo. Na prática, os erros mais comuns em entrevistas por videochamada são:

  • Iluminação inadequada, com rosto escuro ou contra-iluminado (sempre fique de frente para a fonte de luz)
  • Fundo desorganizado ou distrativo (use um fundo neutro ou desfoque quando disponível)
  • Câmera muito abaixo do rosto, criando ângulo desfavorável (deixe o notebook elevado à altura dos olhos)
  • Atraso para entrar na chamada — teste a plataforma com pelo menos 30 minutos de antecedência
  • Microfone com eco ou ambiente barulhento

Melhor Prática: Faça um teste de chamada com um amigo ou familiar no dia anterior. Peça feedback específico sobre imagem, som e presença de câmera. Esse ensaio técnico elimina a maioria dos problemas que desviam sua atenção durante a entrevista real.

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As Perguntas Que Você Deve Fazer ao Entrevistador

o que fazer depois da entrevista de emprego

Quando o recrutador pergunta “Você tem alguma dúvida?”, a resposta “Não, acho que ficou tudo claro” é um erro silencioso. Essa é uma das últimas oportunidades de demonstrar preparo, interesse genuíno e pensamento estratégico — e desperdiçá-la é comum.

Perguntas Que Revelam Maturidade Profissional

Aqui estão perguntas que candidatos maduros fazem — e que geram conversas memoráveis:

  • “Quais são os maiores desafios que a equipe enfrenta atualmente nessa área?”
  • “Como você descreveria o estilo de gestão da liderança direta dessa posição?”
  • “O que diferencia as pessoas que têm mais sucesso nessa empresa das que não se adaptam bem?”
  • “Quais são as prioridades para os primeiros 90 dias de quem assumir esse cargo?”
  • “Como é o processo de feedback e desenvolvimento profissional aqui?”

Essas perguntas fazem duas coisas ao mesmo tempo: coletam informações genuinamente úteis para sua decisão e demonstram que você pensa strategicamente sobre o trabalho — não só sobre “passar na entrevista”.

Perguntas Que Você Deve Evitar

  • Perguntas sobre salário e benefícios antes que o recrutador abra esse espaço (há exceções — veja na seção de negociação)
  • Perguntas que estão claramente respondidas no site da empresa (demonstra falta de pesquisa)
  • Perguntas sobre quantidade de folgas, home office e outros benefícios nas primeiras conversas — mesmo que sejam fatores legítimos para sua decisão, nesse momento passam a imagem de que você já está pensando em trabalhar menos

Negociação de Salário: Como Abordar o Tema Com Confiança

A maioria dos profissionais brasileiros sente um desconforto profundo quando o assunto é dinheiro. Culturalmente, falar sobre salário costuma gerar vergonha ou sensação de que você está sendo “ganancioso”. Na prática, porém, negociar adequadamente faz diferença de R$ 300 a mais de R$ 2.000 por mês no longo prazo — e as empresas esperam isso.

Quando e Como Trazer o Assunto

O melhor momento para negociar salário é quando você já recebeu uma oferta formal ou quando o recrutador explicitamente abrir esse espaço. Antes disso, se pressionado a informar sua pretensão salarial ainda no início do processo, você pode responder: “Estou aberto a discutir remuneração com base na proposta completa do cargo. Você pode me dar mais detalhes sobre a faixa prevista para essa posição?”

Isso posiciona a conversa de forma mais equilibrada e evita que você se subestime (ou se superestime) antes de entender o escopo real do trabalho.

Pesquise Antes de Citar Qualquer Número

Antes de chegar à etapa de negociação, pesquise:

  • Faixas de remuneração para o cargo no mercado brasileiro (Glassdoor, LinkedIn Salary, pesquisas de consultorias como Robert Half e Michael Page)
  • Diferenças regionais — salários em São Paulo e Rio de Janeiro costumam ser 15% a 30% maiores do que em cidades menores
  • Benefícios que compõem o pacote: plano de saúde, vale-refeição, bônus anual, participação nos lucros, ações (para startups) podem ser tão ou mais relevantes do que o salário bruto

Com essas referências, você chega à conversa com números embasados — não com expectativas arbitrárias.

Após a Entrevista: O Que Fazer Nas Próximas 24 Horas

A maioria dos candidatos termina a entrevista e entra em modo passivo de espera. Profissionais estratégicos sabem que as 24 horas seguintes podem ser tão importantes quanto a própria conversa.

O Follow-Up Que Faz Diferença

Enviar um e-mail de agradecimento dentro de 12 a 24 horas após a entrevista é uma prática comum nos EUA e Europa — e ainda surpreendentemente rara no Brasil, o que a torna ainda mais poderosa aqui.

O e-mail ideal é breve (4 a 6 linhas), genuíno e específico. Ele deve:

  1. Agradecer o tempo do entrevistador
  2. Reforçar um ponto específico da conversa que demonstra que você estava presente e atento
  3. Reafirmar brevemente seu interesse na posição
  4. Deixar a porta aberta para próximos contatos

Evite cópias de modelos genéricos encontrados na internet. Um e-mail que menciona algo específico da conversa (“você mencionou que a equipe está priorizando X nos próximos meses — isso reforça meu interesse porque…”) causa uma impressão muito mais duradoura do que qualquer template.

Avalie Você Mesmo Enquanto Ainda Está Fresco

Logo após a entrevista, reserve 15 minutos para registrar:

  • O que correu bem e por quê
  • O que você teria respondido diferente e como
  • Quais perguntas te pegaram desprevenido — para não repetir nas próximas
  • Se aquela oportunidade realmente faz sentido para sua trajetória

Esse exercício transforma cada entrevista em uma sessão de aprendizado, independentemente do resultado. Com o tempo, você percebe padrões e evolui muito mais rápido do que profissionais que tratam cada processo como uma caixinha separada.

Erros Comuns Que Eliminam Candidatos (Mesmo os Qualificados)

Além de tudo que funciona, é igualmente importante conhecer o que destrói candidaturas de profissionais competentes.

Os 7 Erros Mais Frequentes em Entrevistas no Brasil

  1. Chegar sem pesquisar sobre a empresa — o recrutador percebe em menos de 5 minutos quando o candidato não fez o dever de casa
  2. Respostas vagas e genéricas — “sou comunicativo”, “sou focado em resultados” sem nenhum exemplo concreto são palavras vazias
  3. Falar mal de empregadores anteriores — independentemente do que aconteceu, essa é uma bandeira vermelha imediata
  4. Não ter perguntas para fazer — demonstra falta de interesse genuíno ou preparo insuficiente
  5. Mentir ou exagerar competências — empresas com bons processos de seleção verificam referências e testam habilidades; uma inconsistência descobre-se cedo ou tarde
  6. Não ouvir ativamente — interromper, não prestar atenção ao que o recrutador está dizendo ou responder perguntas diferentes das que foram feitas
  7. Descuidar da pontualidade e apresentação — atrasar-se sem aviso prévio ou aparecer com apresentação inadequada ao ambiente da empresa fecha portas antes de qualquer palavra ser dita

Dica Prática: Se por algum imprevisto você vai se atrasar, avise o recrutador com antecedência por e-mail ou telefone. Isso demonstra respeito e responsabilidade — e pode não comprometer sua avaliação. Desaparecer ou chegar atrasado sem nenhum contato, por outro lado, raramente tem recuperação.

Processos Seletivos Por Etapas: Como Se Preparar Para Cada Uma

Muitas empresas — especialmente as de médio a grande porte e as startups em crescimento — aplicam processos com múltiplas etapas. Conhecer o que esperar em cada uma muda completamente o nível de preparo.

EtapaO Que AvaliamComo Se Preparar
Triagem por currículoAlinhamento básico com a vagaAdaptar o currículo com palavras-chave da descrição da vaga
Teste online ou caseCompetências técnicas ou analíticasPraticar com exercícios similares; gestão de tempo
Entrevista com RHAlinhamento cultural, motivação, perfil comportamentalHistórias STAR, pesquisa sobre a empresa, clareza de propósito
Entrevista técnicaConhecimento específico da áreaAprofundar nos requisitos técnicos, preparar demonstrações práticas
Entrevista com gestorDinâmica de trabalho, sinergia, expectativas do cargoPerguntas estratégicas, compreensão dos desafios do time
Entrevista de painelAdaptabilidade, comunicação sob pressãoManter coerência, falar para todos os presentes
Proposta e negociaçãoExpectativas financeiras e de pacotePesquisa de mercado, clareza sobre prioridades pessoais

Não trate todas as etapas com o mesmo grau de energia. A triagem de currículo é uma questão de relevância de palavras — a entrevista final com o gestor é uma questão de relação humana. Cada fase pede uma estratégia diferente.

Conclusão: como se sair bem em entrevista de emprego

Saber como se sair bem em uma entrevista de emprego é uma habilidade — e como toda habilidade, ela se desenvolve com preparo intencional, prática consistente e capacidade de aprender com cada experiência. Não existe candidato perfeito, mas existe o candidato mais bem preparado para aquela oportunidade específica.

Os pontos que fazem a maior diferença: pesquise a empresa como se fosse um projeto importante, construa um banco de histórias profissionais com resultados concretos, use a técnica STAR para responder perguntas comportamentais, faça perguntas inteligentes ao entrevistador e envie um follow-up genuíno nas 24 horas seguintes.

A mentalidade de crescimento transforma cada processo seletivo em uma oportunidade de aprendizado, independentemente do resultado. Profissionais que encaram entrevistas dessa forma evoluem visivelmente de uma para outra — e, mais cedo ou mais tarde, chegam onde querem chegar.

Coloque em prática as estratégias deste guia na sua próxima entrevista e observe a diferença. E se quiser compartilhar como foi ou deixar uma dúvida, o espaço dos comentários está aberto.

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Quanto tempo antes da entrevista devo começar a me preparar?

O ideal é iniciar o preparo com pelo menos 48 horas de antecedência. As primeiras 24 horas devem ser dedicadas à pesquisa sobre a empresa e o cargo, além de mapear suas histórias profissionais relevantes. As últimas 24 horas são para ensaiar respostas em voz alta, preparar a logística (roupas, rota, tecnologia para entrevistas online) e descansar bem. Processos mais complexos, com cases ou testes técnicos, exigem entre 3 e 7 dias de preparação específica.

Como lidar com o nervosismo e a ansiedade antes de entrar na entrevista?

O nervosismo pré-entrevista é fisiológico — seu sistema nervoso interpreta a situação como importante. A estratégia mais eficaz não é tentar eliminá-lo, mas redirecioná-lo. Pesquisas da psicóloga Alison Wood Brooks, de Harvard, mostraram que reinterpretar a ansiedade como “entusiasmo” melhora o desempenho em situações de pressão. Praticar respiração diafragmática (4 segundos inspirando, 4 segundos segurando, 6 segundos expirando) por 5 minutos antes de entrar reduz a ativação do sistema nervoso simpático de forma mensurável. E, acima de tudo: preparo elimina mais nervosismo do que qualquer técnica de respiração.

Vale a pena mentir ou exagerar competências no processo seletivo?

Não. Além do risco óbvio de ser descoberto durante o processo — empresas sérias verificam referências e testam habilidades —, há o problema de ser admitido para um cargo para o qual você não está preparado. Isso gera estresse, pode comprometer sua reputação profissional e frequentemente resulta em demissão no período de experiência. A estratégia mais inteligente é posicionar com honestidade o que você sabe, o que está aprendendo e o que tem capacidade de desenvolver rapidamente. Recrutadores experientes valorizam autodescoberta e potencial de crescimento tanto quanto bagagem pronta.

Qual é a melhor forma de responder quando não sei a resposta de uma pergunta técnica?

Admita honestamente que não tem aquele conhecimento específico, mas demonstre como você abordaria o problema. “Não trabalhei diretamente com essa tecnologia, mas minha experiência com X me daria uma base sólida para aprender rapidamente — aqui está como eu abordaria isso” é muito mais positivo do que tentar enrolar. Tentar inventar uma resposta técnica que você não domina é facilmente detectável e compromete sua credibilidade na entrevista inteira.

Como responder se o recrutador perguntar minha pretensão salarial logo no início?

Se você ainda não tem informações suficientes sobre o escopo do cargo e os benefícios, pode usar: “Para dar uma resposta mais precisa, seria útil entender melhor as responsabilidades completas do cargo e o pacote total. Você pode compartilhar a faixa prevista para essa posição?” Caso ele insista em um número, pesquise antes a faixa de mercado para o cargo na sua cidade e apresente um intervalo (não um número fixo), com o mínimo sendo o que você realmente aceita.

Processos seletivos longos com muitas etapas valem a pena?

Depende da oportunidade e do que você está buscando. Em geral, empresas com processos mais estruturados e rigorosos tendem a ser mais sérias sobre a escolha e sobre o desenvolvimento de quem contratam. Dito isso, um processo com mais de 5 a 6 etapas sem transparência sobre o cronograma e critérios pode ser um sinal de desorganização interna ou de falta de respeito pelo tempo dos candidatos. Use o processo em si como dado sobre a cultura da empresa.

Como me sair bem em entrevistas em inglês, se não sou fluente?

Seja honesto sobre seu nível atual desde o início — nada pior do que ser contratado com expectativa de fluência que não existe. Se o cargo requer inglês, prepare vocabulário específico da área e pratique respostas às perguntas mais comuns com antecedência. Falar com clareza e estrutura em um inglês intermediário é muito melhor do que tentar parecer fluente e travar no meio. Se o nível de inglês for exigência indispensável, vale investir em aulas focadas em comunicação profissional antes de avançar para essas oportunidades.


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