Erros Mais Comuns de Quem Abre o Primeiro Negócio

7 Erros Mais Comuns de Quem Abre o Primeiro Negócio: Descubra Agora!

Blog Empreender

Os erros mais comuns de quem abre o primeiro negócio envolvem falta de planejamento financeiro, ausência de pesquisa de mercado e mistura entre caixa pessoal e empresarial. Segundo o Sebrae, quase metade das micro e pequenas empresas fecha por descontrole de fluxo de caixa. Conhecer essas falhas antes de empreender é o primeiro passo para não repeti-las.

Empreender pela primeira vez costuma vir acompanhado de uma mistura de entusiasmo e insegurança. Você tem a ideia, sente que o mercado precisa dela, mas ainda não sabe exatamente onde estão as armadilhas que derrubam tantos negócios recém-abertos. Essa dúvida é legítima: dados do IBGE mostram que cerca de 60% das empresas brasileiras não sobrevivem aos primeiros cinco anos de atividade, e boa parte desses fechamentos tem raiz em decisões tomadas ainda na fase de abertura.

A boa notícia é que a maioria desses tropeços é previsível — e evitável. Não se trata de azar ou de mercado desfavorável, mas de padrões que se repetem entre quem começa sem o preparo adequado. Neste artigo, você vai conhecer os sete erros mais comuns de quem abre o primeiro negócio, entender por que eles acontecem e, principalmente, como se proteger de cada um deles antes que virem prejuízo.

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1. Abrir o negócio sem um plano estruturado

A pressa para tirar a ideia do papel é, talvez, o erro que mais gera efeito cascata sobre os demais. Quando não existe um plano de negócios, o empreendedor caminha sem referência para tomar decisões sobre preço, investimento inicial ou ritmo de crescimento.

Um levantamento do Sebrae mostra que a maioria dos empreendedores que fecham as portas nunca chegou a mapear formalmente aspectos como público-alvo, capital de giro necessário, comportamento da concorrência e viabilidade legal do negócio. Sem esse mapa, cada obstáculo natural do início da operação vira uma crise.

Na prática, um plano de negócios não precisa ser um documento extenso e burocrático. Uma versão enxuta — com projeção de receitas, despesas fixas, ponto de equilíbrio e análise da concorrência direta — já reduz drasticamente a chance de decisões impulsivas nos primeiros meses.

Plano de negócios, de forma direta, é o documento que organiza objetivos, público, custos e projeções financeiras de uma empresa antes de ela começar a operar.

2. Não calcular o capital de giro necessário

Esse é um dos erros mais silenciosos e, ao mesmo tempo, mais devastadores. O negócio até vende, até tem clientes, mas quebra porque não sobrou dinheiro em caixa para sustentar a operação entre o momento da venda e o recebimento efetivo.

Segundo pesquisas do Sebrae, cerca de 39% dos empreendedores que fecharam o negócio admitiram não saber qual era o capital de giro necessário antes mesmo de abrir a empresa. Em paralelo, outra apuração do órgão aponta que aproximadamente 22% dos empresários que encerraram atividades citaram a falta de capital de giro como fator determinante para o fechamento.

Capital de giro insuficiente costuma aparecer de formas parecidas em negócios muito diferentes entre si:

  • Prazo de pagamento a fornecedores mais curto do que o prazo de recebimento dos clientes
  • Estoque parado consumindo dinheiro que deveria cobrir despesas fixas
  • Sazonalidade não prevista, com meses de faturamento baixo sem reserva para cobri-los
  • Investimento inicial subestimado, deixando pouca margem para os primeiros meses de operação

Reservar, no mínimo, de três a seis meses de despesas fixas antes de abrir as portas é uma prática recomendada por consultores financeiros e reduz consideravelmente o risco de faltar caixa logo no início.

3. Misturar as finanças pessoais com as da empresa

Confundir a conta bancária da empresa com a conta pessoal é um erro tão comum quanto perigoso, especialmente entre microempreendedores individuais e pequenas empresas familiares. Quando não há separação, fica praticamente impossível saber se o negócio está de fato dando lucro ou se está sendo sustentado por outras fontes de renda do empreendedor.

Essa mistura também compromete o planejamento tributário: despesas pessoais lançadas como custo da empresa (ou o contrário) distorcem os relatórios financeiros e podem gerar problemas com o Fisco. De acordo com a Receita Federal, a separação contábil entre pessoa física e pessoa jurídica é exigida inclusive para o correto enquadramento tributário do negócio.

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Prática recomendadaErro comum
Conta bancária exclusiva para a empresaUsar a mesma conta pessoal para tudo
Pró-labore definido mensalmenteRetirar dinheiro do caixa sem controle
Registro de todas as receitas e despesasMisturar notas fiscais pessoais e da empresa
Reserva de emergência separada do caixa operacionalUsar o caixa da empresa como poupança pessoal

Abrir uma conta PJ e definir um valor fixo de retirada mensal (o chamado pró-labore) já resolve boa parte desse problema logo no início da operação.

4. Ignorar a pesquisa de mercado e o comportamento do público

Muita gente começa um negócio baseada apenas na própria intuição sobre o que “vai dar certo”, sem checar se existe demanda real, quem são os concorrentes diretos e como o público-alvo efetivamente se comporta na hora de comprar.

Dados do Sebrae indicam que 46% dos empreendedores que fecharam suas empresas não haviam levantado informações relevantes sobre o mercado antes de começar, e 38% sequer haviam identificado com clareza quais necessidades do público seriam atendidas pelo negócio.

Erros comuns nessa etapa incluem: copiar o modelo de um concorrente grande sem adaptar à realidade local, escolher um ponto comercial pela conveniência pessoal em vez da proximidade com o público certo, e ignorar sinais de saturação em nichos já muito disputados na região.

Uma pesquisa simples — conversar com potenciais clientes, mapear concorrentes próximos e testar a aceitação da oferta em pequena escala antes do lançamento oficial — já entrega informações valiosas o suficiente para ajustar a estratégia antes de comprometer capital.

5. Precificar sem considerar todos os custos

Um erro recorrente entre quem empreende pela primeira vez é definir o preço do produto ou serviço olhando apenas para o que a concorrência cobra, sem calcular os próprios custos fixos, variáveis e a margem de lucro necessária para manter o negócio saudável.

Esse problema tem relação direta com o item anterior sobre capital de giro: um preço mal calculado pode até gerar vendas, mas corrói a saúde financeira da empresa mês após mês, criando a falsa sensação de que “o negócio está indo bem” enquanto o caixa efetivamente esvazia.

O cálculo correto de preço deve considerar, no mínimo, quatro elementos:

  1. Custo direto do produto ou serviço (matéria-prima, insumos, mão de obra direta)
  2. Despesas fixas mensais rateadas por unidade vendida (aluguel, contas, salários)
  3. Impostos aplicáveis conforme o regime tributário escolhido
  4. Margem de lucro desejada, alinhada à realidade do mercado local

Dica prática: Recalcule sua precificação a cada seis meses. Reajustes em custos de insumos, fornecedores e impostos acontecem com frequência, e um preço definido há um ano pode já não cobrir mais os custos atuais da operação.

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7 Erros Mais Comuns de Quem Abre o Primeiro Negocio

6. Negligenciar aspectos legais e o regime tributário

Escolher o enquadramento tributário errado, ou simplesmente não escolher nenhum de forma consciente, gera dois tipos de problema: pagamento de mais impostos do que o necessário ou exposição a riscos legais por operar de maneira informal.

No Brasil, pequenos negócios costumam se enquadrar como MEI, Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), cada categoria com limites de faturamento, obrigações acessórias e cargas tributárias diferentes. De acordo com o Banco Central do Brasil, o correto enquadramento também influencia o acesso a linhas de crédito específicas para pequenos empreendedores.

Regularizar a empresa desde o início evita autuações, permite emitir nota fiscal corretamente e facilita a obtenção de crédito bancário mais barato no futuro — algo especialmente relevante considerando que boa parte dos pequenos negócios que fecham relata dificuldade de acesso ao crédito como um dos fatores do encerramento.

7. Tentar fazer tudo sozinho, sem buscar apoio especializado

Por fim, um erro que aparece com frequência surpreendente nas pesquisas: a resistência em buscar ajuda externa antes ou durante a abertura do negócio. Levantamentos do Sebrae mostram que a maior parte dos empreendedores que encerraram atividades nunca havia procurado orientação de instituições de apoio, contadores ou mentores antes de abrir a empresa.

Isso costuma acontecer por dois motivos: a crença de que pedir ajuda é sinal de despreparo, ou o desconhecimento de que existem serviços gratuitos e acessíveis voltados justamente para quem está começando. Instituições como o próprio Sebrae oferecem consultorias, cursos e ferramentas de planejamento sem custo para pequenos empreendedores em todo o país.

Buscar orientação de um contador antes mesmo de abrir o CNPJ, participar de programas de capacitação e conversar com outros empreendedores do mesmo setor são atitudes simples que reduzem consideravelmente a curva de aprendizado — e o risco de repetir erros que já são bem documentados.

Como esses erros se conectam entre si

Vale reforçar um ponto: esses sete erros raramente aparecem isolados. Um plano de negócios inexistente leva a um cálculo errado de capital de giro, que leva a uma precificação equivocada, que acelera o esvaziamento do caixa — e a mistura entre finanças pessoais e empresariais só mascara o problema por mais alguns meses antes da crise ficar evidente. Atacar a causa raiz, o planejamento, tende a prevenir boa parte dos demais.

Conclusão

Abrir o primeiro negócio envolve uma curva de aprendizado real, mas os erros mais comuns de quem empreende pela primeira vez seguem um padrão bem documentado: falta de planejamento, capital de giro mal dimensionado, mistura de finanças, pesquisa de mercado insuficiente, precificação incorreta, questões legais negligenciadas e resistência em buscar apoio especializado. Reconhecer cada um desses pontos antes de abrir as portas é o que separa negócios que sobrevivem aos primeiros anos daqueles que fecham precocemente.

Se este conteúdo ajudou a organizar suas próximas decisões, vale compartilhar com quem também está prestes a empreender pela primeira vez — e continuar se aprofundando em planejamento financeiro antes do grande passo.

Aviso Importante

As informações aqui apresentadas são de caráter educativo e não constituem recomendação de investimento. Consulte um profissional financeiro certificado antes de tomar decisões financeiras.

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Qual é o erro mais comum de quem abre o primeiro negócio?

A falta de planejamento financeiro, incluindo o cálculo incorreto do capital de giro necessário, aparece como o erro mais citado em pesquisas do Sebrae sobre mortalidade de empresas no Brasil.

Quanto tempo de capital de giro uma empresa iniciante deve ter guardado?

Uma referência comum entre consultores financeiros é reservar de três a seis meses de despesas fixas antes de iniciar a operação, para cobrir o período em que as vendas ainda não geram fluxo de caixa suficiente.

Por que é importante separar as finanças pessoais das da empresa?

Sem essa separação, torna-se difícil identificar se o negócio é realmente lucrativo, além de comprometer o enquadramento tributário correto e dificultar o controle contábil exigido pela Receita Federal.

Vale a pena abrir uma empresa como MEI no primeiro negócio?

O MEI pode ser adequado para faturamentos menores e atividades específicas permitidas nessa categoria, mas o enquadramento ideal depende do ramo de atuação, do faturamento projetado e das obrigações que o empreendedor está disposto a assumir.

Como saber se o preço do meu produto ou serviço está correto?

O preço deve cobrir custo direto, despesas fixas rateadas, impostos do regime tributário escolhido e ainda garantir uma margem de lucro; se algum desses elementos não é considerado no cálculo, o preço provavelmente está desalinhado com a realidade do negócio.

Onde buscar apoio gratuito para abrir o primeiro negócio no Brasil?

O Sebrae oferece consultorias, cursos e ferramentas de planejamento sem custo para pequenos empreendedores, sendo uma das principais referências de apoio institucional para quem está começando.

Quantas empresas fecham no Brasil nos primeiros anos?

Dados do IBGE indicam que cerca de 60% das empresas brasileiras não sobrevivem aos primeiros cinco anos de atividade, com variação conforme o setor e o porte do negócio.

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