Quanto custa abrir e manter um MEI

Quanto custa abrir e manter um MEI: saiba os custos reais mensais!

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Quanto custa abrir e manter um MEI? Já pensou nisso?

Abrir um MEI custa R$ 0 pelo Portal do Empreendedor, mas manter o CNPJ ativo exige o pagamento mensal do DAS, que em 2026 varia entre R$ 82,05 e R$ 87,05, conforme a atividade exercida. Esse valor cobre INSS e, quando aplicável, ICMS ou ISS. Entenda abaixo cada custo envolvido.

Você já deve ter ouvido alguém dizer que formalizar um negócio é caro e burocrático. Com o MEI, essa realidade é diferente — e é justamente essa diferença que confunde tanta gente. O cadastro em si não custa nada, mas isso não significa que manter o Microempreendedor Individual seja igual a não ter custo nenhum.

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Entender exatamente para onde vai cada real pago mensalmente evita duas armadilhas comuns: subestimar o compromisso financeiro assumido ao abrir o CNPJ ou, no extremo oposto, cair em golpes que cobram taxas inexistentes de “regularização” ou “abertura”. De acordo com a Receita Federal, o valor do DAS-MEI é reajustado todo início de ano, acompanhando o salário mínimo vigente.

Neste guia, você vai ver o custo real de abrir e manter um MEI em 2026, os valores exatos por tipo de atividade, as despesas extras que raramente aparecem nas calculadoras online e o que acontece quando o pagamento atrasa.

Quanto custa abrir um MEI

A resposta é direta: abrir um MEI é gratuito. O cadastro é feito integralmente pelo Portal do Empreendedor, usando uma conta gov.br de nível prata ou ouro, e o CNPJ é emitido na hora, sem taxa de registro, sem custo de Junta Comercial e sem necessidade de capital social mínimo.

Essa gratuidade é um dos motivos que tornam o MEI a porta de entrada mais usada para a formalização no Brasil. Se algum site cobrar valores para “gerar seu CNPJ MEI”, trata-se de um serviço de terceiros — não de uma exigência oficial. O único momento em que o dinheiro começa a sair do bolso é depois da abertura, quando chega a primeira guia mensal.

Quanto custa manter um MEI por mês

O custo recorrente do MEI está inteiramente concentrado no DAS-MEI (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). Essa guia única substitui vários impostos e é calculada com base em um percentual fixo do salário mínimo, que em 2026 é de R$ 1.621,00.

DAS-MEI é a guia mensal que reúne a contribuição previdenciária (INSS) e, dependendo da atividade, o ICMS ou o ISS. Ela deve ser paga mesmo em meses sem faturamento, sempre até o dia 20.

A parcela do INSS corresponde a 5% do salário mínimo — hoje, R$ 81,05 — e é a mesma para todo MEI, independentemente da atividade. O que muda é o imposto adicional:

Tipo de atividadeINSSImposto adicionalValor total do DAS
Comércio ou indústriaR$ 81,05ICMS: R$ 1,00R$ 82,05
Prestação de serviçosR$ 81,05ISS: R$ 5,00R$ 86,05
Comércio e serviços juntosR$ 81,05ICMS + ISS: R$ 6,00R$ 87,05
MEI CaminhoneiroR$ 194,52ICMS e/ou ISSR$ 195,52 a R$ 200,52

O Sebrae explica que essa contribuição não é apenas uma cobrança fiscal: ela garante ao MEI o acesso a benefícios do INSS, como aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte, respeitados os prazos de carência de cada benefício.

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Multiplicando o valor mensal por 12, o custo anual do DAS fica entre aproximadamente R$ 984 e R$ 1.044 para o MEI geral — um valor baixo se comparado ao custo de manter uma Microempresa (ME), que exige contabilidade obrigatória desde o primeiro mês.

O limite de faturamento também é um custo indireto

Vale lembrar que o enquadramento como MEI só é válido dentro de um limite anual de receita bruta, hoje fixado em R$ 81 mil. Ultrapassar esse teto sem se atentar ao desenquadramento pode gerar cobrança retroativa de impostos como se o negócio fosse uma Microempresa desde o início do ano — um custo inesperado que pega muita gente de surpresa quando o faturamento cresce mais rápido que o planejado.

Custos extras que ninguém avisa

O DAS é a única obrigação financeira formal do MEI, mas na prática, alguns negócios geram despesas paralelas que também entram na conta de manter o CNPJ:

  • Alvará de funcionamento: exigido por parte das prefeituras para atividades com ponto físico, com taxas que costumam variar entre R$ 100 e R$ 500, dependendo do município.
  • Emissão de nota fiscal eletrônica: a prefeitura oferece emissão gratuita, mas plataformas privadas de gestão de notas cobram entre R$ 19 e R$ 79 por mês pela praticidade extra.
  • Certificado digital: alguns estados exigem esse formato para MEIs que emitem nota fiscal de produto (NF-e) com frequência.
  • Maquininha de cartão: as taxas cobradas por operadoras variam por bandeira, prazo de recebimento e volume de vendas, impactando diretamente a margem do negócio.
  • Contador: não é obrigatório para o MEI, mas alguns empreendedores contratam esse serviço por segurança, especialmente ao se aproximar do limite de faturamento.

Nenhum desses itens é cobrado pelo governo — são custos operacionais que dependem do modelo de negócio escolhido. Um MEI que trabalha só com Pix e sem ponto físico, por exemplo, pode não ter nenhuma dessas despesas.

O que acontece se o DAS atrasar

O que acontece se o DAS atrasar

Deixar de pagar o DAS-MEI tem consequências que crescem com o tempo. Atraso no DAS-MEI gera multa de 0,33% por dia de atraso, limitada a 20% do valor da guia, além de juros calculados pela taxa Selic. Depois de um período prolongado de inadimplência, a dívida pode ser inscrita em Dívida Ativa da União, o que compromete o CNPJ e o acesso aos benefícios previdenciários.

Para regularizar, o passo a passo é simples:

  1. Acesse o Portal do Empreendedor ou o aplicativo MEI com sua conta gov.br.
  2. Selecione a opção de emissão de guias em atraso.
  3. Gere o boleto com multa e juros já calculados automaticamente pelo sistema.
  4. Pague via Pix, boleto ou débito automático o quanto antes, para interromper o acúmulo de juros.
  5. Confira se o mês voltou a constar como “pago” antes de emitir a próxima guia.

Meses em atraso não contam para o período de carência dos benefícios do INSS, então quanto antes a situação for regularizada, menor o impacto na proteção previdenciária do empreendedor.

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Vale a pena o custo de manter um MEI?

Colocando os números lado a lado, o MEI segue sendo o regime tributário mais barato do país para quem fatura até R$ 81 mil por ano. Pagando em torno de R$ 82 a R$ 87 por mês, o empreendedor tem CNPJ ativo, pode emitir nota fiscal, abrir conta PJ e ainda constrói tempo de contribuição para a aposentadoria — algo que um autônomo sem CNPJ não acumula automaticamente.

O ponto de atenção real não é o valor do DAS, que é previsível e baixo, mas os custos escondidos que aparecem conforme o negócio cresce: alvará, maquininha e ferramentas de gestão. Mapear esses gastos desde o início evita surpresas no fluxo de caixa e ajuda a decidir o momento certo de migrar para uma Microempresa, se o faturamento continuar subindo.

Manter o DAS em dia é, na prática, o único compromisso que garante a regularidade do MEI e o acesso aos benefícios previdenciários — um investimento mensal pequeno para a segurança que ele proporciona ao empreendedor e à sua família.

Aviso Importante

As informações aqui apresentadas são de caráter educativo e não constituem recomendação de investimento. Consulte um profissional financeiro certificado antes de tomar decisões financeiras.

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Quanto custa abrir um MEI em 2026?

Abrir um MEI é totalmente gratuito. O cadastro é feito pelo Portal do Empreendedor e o CNPJ é emitido na hora, sem taxas de registro ou formalização.

Qual o valor do DAS-MEI em 2026?

O DAS-MEI varia de R$ 82,05 a R$ 87,05 por mês para o MEI geral, dependendo da atividade, e de R$ 195,52 a R$ 200,52 para o MEI Caminhoneiro.

O MEI precisa pagar o DAS mesmo sem faturamento?

Sim. O DAS é devido todo mês, independentemente de o MEI ter faturado ou não, para manter o CNPJ regular e preservar os direitos previdenciários.

É obrigatório contratar contador para o MEI?

Não. O MEI é um regime simplificado justamente para dispensar contabilidade obrigatória, embora alguns empreendedores optem por esse suporte por segurança.

O que acontece se eu atrasar o pagamento do DAS?

O atraso gera multa de 0,33% por dia, limitada a 20%, mais juros pela taxa Selic, e pode levar à inscrição em Dívida Ativa da União se persistir.

Qual o limite de faturamento para continuar como MEI?

O limite atual é de R$ 81 mil de receita bruta por ano. Ultrapassar esse valor pode gerar desenquadramento e cobrança retroativa de impostos.

O DAS-MEI garante algum benefício além da regularização do CNPJ?

Sim. O pagamento em dia garante acesso a benefícios do INSS, como aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte, conforme os períodos de carência de cada um.

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